Núcleo de estudos e promoçao da inclusão – NEPI


Grande área: Humanidades área predominante: Educação órgão: Núcleo Sociedade Inclusiva da Pró–reitoria de Extensão


1. Histórico

• O Núcleo de Estudos e Promoção da Inclusão – NEPI – cadastrado no CNPq, nasce do desejo de um grupo de professores e alunos de vários cursos da Universidade, inspirados na Declaração dos Direitos Humanos de 1948, da Organização das Nações Unidas (ONU), discutirem o acesso aos direitos das pessoas com deficiência, o dos grupos de negros e índios, e o de grupos que, por questões de gênero e orientação sexual, são discriminados e excluídos dos direitos fundamentais. Tem, como princípios:
1) conceber a Sociedade Inclusiva como aquela em que todas as pessoas, independentemente do sexo, idade, crença, etnia, raça, orientação sexual ou deficiência são, necessariamente, reconhecidas como cidadãs e a todas são facultados os direitos econômicos, sociais, civis e culturais, eliminando quaisquer formas de discriminação e segregação;
2) primar por uma sociedade aberta e acessível a todos os grupos e que encoraja a participação, aprecia a diversidade e as experiências humanas;
3) compreender a atividade extensionista voltada para a inclusão social como uma das formas de expressão do compromisso social da Universidade e de tornar pú blico o conhecimento produzido por ela;
4) entender a prática de extensão como interdisciplinar e transdisciplinar, associada ao ensino e à pesquisa, e realizar parcerias de cooperação interinstitucional.


2. Questão central:
• Inclusão de grupos historicamente excluídos.


3. Linhas de pesquisa: Estudos sobre as diferenças
• Objetivo: Estudar os contextos históricos, sociais, políticos e culturais e seus mecanismos de inclusão e exclusão afetos as questões etnico-raciais, de gênero, de orientação sexual e das deficiências.



4. Objetivos:

• Agregar pesquisadores interessados em trabalhar questões teóricas e conceituais referentes ao estudo da inclusão de grupos historicamente excluídos
• Discutir questões teóricas e conceituais referentes às noções de identidade, diferença, alteridade e diversidade.
• Analisar as legislações e políticas pú blicas concernentes à inclusão dos grupos historicamente excluídos;
• Elaborar e promover ações de inclusão de grupos historicamente excluídos.
• Articular prática de ensino, pesquisa e extensão relativa à temática entre professores, funcionários e alunos da PUC Minas.


5. Forma de trabalho:

• Discussão sobre: questão central; temas de interesse do grupo; produção do grupo; projetos de pesquisa; projetos/pesquisas/estudos já realizados.
• Proposição de Projeto Integrado (Agências de fomento: CNPq, FAPEMIG e outras).
• Proposição de Projetos de Grupo e Individual (PUC e outras universidades/instituições).
• Definição de cronograma de reuniões


6. Componentes:

→ Líder do grupo:
• Rosa Maria Corrêa - Doutora em Educação – UNICAMP


→ Professores Pesquisadores:
• Terezinha Taborda Moreira – Doutora em Literatura Comparada – UFMG
• Alexandre Eustáquio Teixeira – Mestre em Ciências Sociais – PUC Minas
• Marcos Abílio Gomes Pereira –Doutor em Sociologia Política – Universidade de Coimbra – Portugal


→ Estudantes:
• Ana Paula Alves Generoso – Curso de Letras da PUC do Coração Eucarístico
• Franciele Albino de Rezende – Curso de Psicologia da PUC Betim
• Luana Cristina Diniz de Arêda – Curso de Direito da PUC São Gabriel
• Thiago Coacci Rangel pereira – Curso de Direito da PUC São Gabriel

→ Pessoal Técnico:
• Maria José Teixeira
• Andréia Aparecida Louzada Mateus Martins
• Luiz Henrique Martins.


7. Repercussões do trabalho do grupo

• Desde o seu surgimento o Núcleo desenvolveu varias ações de debate e promoção dos direitos de grupos historicamente excluído dos direitos fundamentais. Entre elas I Seminário Internacional Sociedade Inclusiva, realizado em 1.999, que trouxe vários pesquisadores de outros países como Suécia, Chile, Inglaterra, Estados Unidos e de vários estados brasileiros para discutir como uma sociedade poderia se organizar para ser inclusiva; o segundo seminário, em 2001, que ampliou a discussão trazendo a temática da globalização, do meio ambiente e da responsabilidade empresarial e demos destaque à questão da inclusão racial; o terceiro seminário, intitulado "Ações Inclusivas de Sucesso", em maio de 2004, que teve muitos trabalhos inscritos que mostravam que a discussão havia provocado mudanças na sociedade; o quarto seminário, em outubro de 2006, que propôs avaliar os impasses e avanços das propostas e das ações inclusivas devido ao acú mulo de experiências debatidas nos seminários anteriores e que exigiam uma reflexão mais apurada; e o quinto seminário, realizado em outubro de 2008, que colocou em discussão a questão das diferenças, de pessoas e de grupos, e da sustentabilidade, um paradoxo na sociedade contemporânea.

Outra ação do Núum paradoxo na sociedade contemporâneacleo envolve a mobilização de instituições civis e pú blicas para a discussão e a divulgação da legislação brasileira em relação aos direitos de pessoas com deficiência, étnico raciais, sexuais e de pessoas idosas, que estimularam a elaboração de livros e cartilhas referentes a esses direitos. Em 2002 foi realizado o Diagnóstico da Educação Inclusiva no Ensino Fundamental de Belo Horizonte (MG) e Contagem (MG), que apontou a necessidade de investirmos na formação continuada dos professores. Desde então, temos promovido cursos de extensão, especialização e palestras para educadores com o objetivo de auxiliá-los a refletir sobre as práticas educativas e como encontrar estratégias de ensino-aprendizagem menos excludentes. Já em 2007 foi elaborado o Diagnóstico da Inclusão da Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho nos municípios de Contagem e de Belo Horizonte para subsidiar cursos do "Programa de Capacitação para Pessoas com Deficiência" (que desde 2003 vem capacitando pessoas com deficiência, com mais de 16 anos, em cursos de informática básica, auxiliar administrativo, massagem terapêutica, telemarketing e vivência de formação profissional) e propor diretrizes para a elaboração de políticas públicas.

Em 2008 o Núcleo criou o Projeto "Direito a Diferença" com objetivo de unificar as ações promovidas pelo Nú cleo e levar para as escolas, pú blicas e privadas, e outras instituições sociais a discussão sobre os desafios do convívio com a alteridade. Atualmente o Nú cleo se organiza por três eixos: étnico e racial; gênero e orientação sexual e necessidades especiais. Esta organização temática tem como objetivo ressaltar as pessoas ou grupos que historicamente vêm sofrendo a discriminação e exclusão dos direitos fundamentais.


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